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Corpo de Bombeiros Militar reforça alerta para prevenção de afogamento de crianças

Com a chegada das férias escolares e do verão, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) reforça o alerta para a prevenção de afogamentos, em especial o de crianças.  Na manhã de ontem, um menino de 11 anos se afogou em uma piscina durante uma recreação promovida por uma escolaem Anápolis. Acriança foi resgatada com vida, porém está em estado grave, em coma induzido, no hospital.

Das 40 mortes por afogamento registradas pelo Corpo de Bombeiros Militar entre janeiro e novembro de 2013, 25% foram de crianças na faixa etária entre 0 e 11 anos. Em janeiro, devido às férias escolares, esta porcentagem chega a triplicar. Para efeitos de comparação, na faixa etária entre 12 e 17 anos, considerada uma das de maior incidência, foram responsáveis por 20% mortes nos primeiros 11 meses de 2013.

No mês passado, uma menina de 2 anos morreu após se afogar em uma piscina de escola Planalmira, distrito de Abadiânia.  Em julho de 2012, duas crianças, uma de 2 anos e dois meses e outra de 1 ano, se afogaram em uma piscina de berçário em Goiânia. Os casos ilustram uma triste realidade. Afogamento é a quarta causa de morte acidental em adultos e a terceira em crianças e adolescentes de todo o mundo. Em Goiás, as características do clima, a vasta rede hidrográfica e a quantidade de piscinas privadas representam fatores de risco importantes para os afogamentos. O afogamento ocorre de forma inesperada, sempre em situações de lazer e pouquíssimos cogitam a sua possibilidade trágica.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), quatro crianças até 14 anos morrem afogadas diariamente no Brasil. As estatísticas mostram que 65% dos afogamentos ocorrem ao redor do domicilio e 50% das crianças que morreram afogadas foram vistas minutos antes circulando dentro ou ao redor de casa. O Corpo de Bombeiros alerta a população para ter cuidado ao entrar em lagoas, cachoeiras, piscina e rios, principalmente nesta época do ano. O cuidado com as crianças deve ser algo coletivo, a sociedade tem que ajudar a zelar pelos pequenos. Um minuto de distração pode provocar uma tragédia.

A prevenção deve ser constante inclusive no caso de piscinas próprias para crianças. É um erro imaginar que é necessário um grande volume de água para que haja o afogamento. Uma quantidade pequena de água pode ser a causa de afogamento, pois geralmente ele acontece muito rápido e de forma silenciosa. Em caso de emergência, acione o Corpo de Bombeiros Militar pelo telefone 193.

 

 

 

Confira abaixo algumas medidas de prevenção para a prevenção de afogamentos em piscinas:

 

1. Em piscinas nada substitui a supervisão de um adulto responsável.

 

2. Mantenha 100% de supervisão em crianças perto ou dentro da água. 89% dos afogamentos ocorrem por falta de supervisão, principalmente na hora do almoço ou logo após.

 

3. Contrate um guarda-vidas de piscina se for fazer uma festa em casa com piscina.

 

4. Isole a piscina impedindo o acesso usando de preferência muro ou grades com altura de 1,50m e 12cm nas verticais com um portão de auto-fechamento. Elas reduzem o afogamento em50 a70%. Lonas e cercas vivas não são confiáveis.

 

5. Ensine flutuação a partir dos 6 meses, aquacidade (brincar na água) a partir de 1-2 anos e natação a partir de 4 anos. Nunca deixe seu filho sozinho na piscina ainda que saiba nadar.

 

6. Não superestime a capacidade de nadar de seu filho, tenha cuidado!

 

7. Caso necessite se afastar da piscina leve sempre sua criança consigo.

 

8. Incentive o uso de coletes salva-vidas para crianças menores de 5 anos ou pessoas sem conhecimento de natação e não permita o uso de objetos de flutuação, por parte dos usuários, como ex: bóias de braço, pranchas, pneus, bolas e outros.

 

9. Evite brinquedos próximos à piscina, isto atrai as crianças.

10. Desligue o filtro em caso de uso da piscina.

 

11. Não permita mergulhos de cabeça em locais de profundidade < 1,8m – coloque aviso.

 

12. Não pratique hiperventilação para aumentar o fôlego sem supervisão confiável.

 

13. Evite ingerir bebidas alcoólicas e alimentos pesados, antes do banho de piscina.

 

14. Sai imediatamente da piscina se houver relâmpagos.

 

15. Não permita brincadeiras violentas que aumentem o risco de trauma craniano e perda súbita da consciência.

 

16. Não permita o uso de vasilhames de vidro, materiais rígidos ou similares na área de piscina.

 

17. Mais de 40% dos proprietários de piscinas não sabem realizar os primeiros socorros – Aprenda o que fazer neste tipo de situação.

 

Fonte: Sobrasa

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