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Conheça um pouco mais a atividade dos Bombeiros mergulhadores do CBMGO

 

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Dinamismo, dedicação constante e autoconfiança. Características presentes nos mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO), que desempenham cotidianamente com êxito o cumprimento da missão “Vida alheia, riquezas salvar”. Conceituada como uma atividade ímpar, o mergulho é considerado a segunda ação mais perigosa do mundo, atrás apenas da aventura dos astronautas. Uma fotografia ou filme não são capazes de descrever a sensação de estar submerso em águas e de flutuar pela água.

Capacitados para efetuar busca, resgate e salvamento de pessoas e objetos submersos, com equipamento de respiração autônoma, os bombeiros mergulhadores enfrentam todos os dias no decorrer das ocorrências mais do que a falta de ar e a baixa visibilidade nas águas turvas, predominante nos rios e lagos do Estado de Goiás. Eles têm como obstáculos a permanência no mundo subaquático e a pressão das águas, obrigando o organismo a radicais adaptações ao novo meio.

Atualmente, o Corpo de Bombeiros Militar conta com 180 bombeiros especialistas em mergulho autônomo, servindo em Unidades Operacionais distribuídas estrategicamente em Anápolis, Aruanã, Caldas Novas, Catalão, Goiânia, Itumbiara, Jataí, Luziânia, Pirenópolis e Rio Verde.

No limite físico e psicológico

Para se tornar um mergulhador do CBMGO, não basta estar em forma fisicamente. O bombeiro militar precisa ter muito preparo psicológico para que possa cumprir suas missões e lidar com as mais distintas e desagradáveis ocasiões, entre elas, o resgate de cadáveres. Segundo o Tenente Guilherme Antônio Lisita, integrante da equipe náutica do 1º Batalhão Bombeiro Militar, é no curso de mergulho que os militares têm a oportunidade de irem muito além de seus limites físicos e psicológicos e, ainda, receberem fundamentos teóricos e práticos.

“Durante o curso, o bombeiro militar adquire autoconfiança e segurança na execução de suas atividades. Além da excelência de sua capacidade física e do preparo psicológico do mergulhador de resgate, também são cobrados o completo domínio e conhecimento técnico acerca das atividades de mergulho”, explica.

Com relação à segurança, o Tenente Guilherme acrescenta que a dificuldade da realização das buscas em águas exige do mergulhador a continuidade das atividades por períodos prolongados, o que aumenta os riscos. “As ocorrências envolvem situações de elevado risco e, para isso, existem regras, principalmente no que tange à segurança, visto que um erro pode ser determinante para que o militar e sua equipe também se tornem vítimas”, ressalta.

No caminho certo

Considerada uma das atividades com maior grau de dificuldade e risco constante, o mergulho de resgate está presente no CBMGO desde o fim da década de 1960. De acordo com o Tenente Coronel Mauro Gonçalves de Queiroz, Comandante do 9º Batalhão Bombeiro Militar e um dos pioneiros na área, naquela época o mergulho era realizado de forma dependente, através de um equipamento denominado escafandro.

“O mergulhador utilizava equipamento composto por um capacete de aproximadamente 18 quilos, confeccionado em cobre, com suportes no dorso e ventre, onde se fixavam lastros, que adicionados somavam cerca de 30 quilos. Compunha-se ainda por um par de botas de chumbo e roupa que recobria todo corpo. Essa estrutura se comunicava com a superfície através de um duto que assegurava a respiração e permitia resistir à pressão da água”, explica.

O Tenente Coronel Queiroz ressalta ainda que a realidade vivenciada pela Corporação é totalmente diferente. “Hoje, o CBMGO experimenta um aprimoramento nas atividades de mergulho autônomo. Nossos bombeiros são capacitados pela própria Corporação. Buscamos aplicar técnicas atualizadas e também a utilização de equipamentos modernos”, comenta.

Atualmente, as atividades de mergulho autônomo no CBMGO são reguladas e padronizadas conforme a Norma Operacional nº 2.  Nela estão presentes todas as condutas pertinentes a serem adotadas na execução dos serviços náuticos da Corporação. A confecção do Manual de Mergulho Autônomo, didaticamente dividido com textos e ilustrações explicativas, também contribuiu com a construção da identidade própria e supriu a necessidade de uniformização nas operações subaquáticas realizadas pelo CBMGO.

 

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