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Bombeiros Militares de Uruaçu realizam simulado operacional em uma mina subterrânea de Crixás

Na terça-feira, 24, o  1º Pelotão Bombeiro Militar, em Uruaçu, participou de um simulado operacional de atendimento a ocorrência de desabamento em mina subterrânea na cidade de Crixás. O simulado teve como  objetivo  conhecer o ambiente de uma mina subterrânea e se preparar para possíveis atendimentos nestes locais. A mina Palmeiras, local escolhido para o simulado, possui extração subterrânea de minério com  profundidade de 320 metros a partir da superfície, o que torna a atividade de resgate e salvamento complexa. O simulado é inédito em nosso Estado e pioneiro no Brasil em se tratando de minas metálicas e contou com a participação da empresa que atua na exploração da mina.

 

No caso hipotético,  um estrondo foi escutado às 5h:20min na Mina Palmeiras, mais precisamente no nível 150, proveniente de um colapso neste nível atingindo também a entrada da mina. Tratava-se de um abalo sísmico na região e deixou 15 trabalhadores impossibilitados de saírem do local utilizando seus veículos. Inicialmente a brigada de incêndio da empresa em conjunto com a equipe de engenharia de minas avaliou a possibilidade de desmonte da rocha para o resgate dos trabalhadores presos.

 

Porém, o tempo para o processo de desmonte da rocha era de dois dias com o agravante de que três trabalhadores ainda não haviam conseguido fazer contato com a superfície pelos meios de comunicação, sendo declarados perdidos no interior da mina. O passo seguinte foi a brigada de incêndio acessar o interior da mina por um poço de ventilação utilizado como saída de emergência nestas atividades. Ao buscarem por sobreviventes nas câmaras de refúgio da mina não foram localizados os três trabalhadores.

 

Em seguida, às 7h20  foi feito contato com o Corpo de Bombeiros Militar, por meio do 1º PBM em Uruaçu, relatando os fatos e solicitando deslocamento de equipes de busca e salvamento. Neste momento o 1º PBM acionou para uma Força Tarefa com a participação dos bombeiros do 3º Batalhão Bombeiro Militar, em Anápolis, especialistas em salvamento em altura e de busca e resgate com cães e também os bombeiros da 13ª Companhia Independente Bombeiro Militar, em Goianésia, especialistas em salvamento terrestre e 14 bombeiros militares do 1º PBM para as buscas, resgate e salvamento das vítimas.

 

No local, foi montada a estrutura do Sistema de Comando de Incidentes (SCI) para em conjunto com a empresa e outros órgãos responder ao evento de modo coordenado e efetivo. Assim foi feito o reconhecimento da situação e em conjunto com a brigada de incêndio da empresa foi iniciado o atendimento. A missão era encontrar três bonecos (que simulavam os mineiros desaparecidos) que foram colocados aleatoriamente dentro das galerias.

 

Uma equipe composta por cinco bombeiros militares e um cão farejador acessou o interior da mina no nível 50 metros abaixo da superfície pela técnica de rapel guiado e rapel simples para as buscas das três vítimas, se juntando aos brigadistas que já se encontravam na mina. Na superfície, outra equipe preparava o sistema de multiplicação de força reduzido e independente para o içamento das vítimas assim que encontradas. Uma outra equipe de bombeiros militares realizava o atendimento às vítimas que haviam sido levadas anteriormente à superfície, por meio de uma escada na saída emergência pela brigada de incêndio.

 

A primeira vítima foi encontrada pelo cão Kronus a 50 metros da superfície, imobilizada e preparada em uma maca para o içamento pela equipe no subsolo. Para localizar as outras vítimas.  a equipe no subsolo teve de caminhar por um trajeto helicoidal de 1 quilômetro, em uma rampa descendente, no interior da mina até o nível 150 metros, onde dois trabalhadores se encontravam sob escombros. Em seguida, após os primeiros socorros, a guarnição percorreu mais 1 quilômetro, desta vez em sentido ascendente, transportando a pé as vítimas até o nível 50 a fim de serem içadas.

 

Com menos de três horas todas as vítimas foram localizadas pela equipe de busca e salvamento composta por 5 bombeiros militares e um cão. Foram imobilizadas, colocadas em pranchas de resgate, preparadas para içamento chegando à superfície de onde foram levadas para hospital de referência. A atividade exigiu grande esforço físico e uso de técnicas e equipamentos apropriados colaborando com novas habilidades dos bombeiros militares em um ambiente novo e desconhecido, evidenciando assim,  a capacidade técnica e operacional de todas as equipes envolvidas. Confira fotos:

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