
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) lança nesta sexta-feira, 4, às 9 horas, uma cartilha educativa que traz dicas importantes para a população se proteger durante o período chuvoso. A ação faz parte da Operação Enchentes e Alagamentos que a Corporação promove durante todo o período chuvoso e é coordenada pelo Comando de Operações de Defesa Civil (CODEC). Em Goiânia, a distribuição das cartilhas começará pela Vila Romana, uma das áreas de risco mapeadas na capital.
Com uma linguagem simples e bem ilustrada, a publicação explica aos moradores como agir em situações em que ocorram inundações provocadas por chuvas fortes. O material produzido pelo CBMGO será distribuído em escolas e em residências próximo às áreas de risco. Devido ao fenômeno climático El Niño, segundo os meteorologistas o mais forte em 20 anos, Goiás tem previsão de chuvas mais intensas com risco de enchentes até o final de março. A preocupação dos Bombeiros é em prevenir e minimizar os danos durante o período.
Dentre as informações que serão repassadas estão medidas preventivas como não depositar lixo nas ruas, córregos e rios; não construir nas margens de rios e canais; e preservar a vegetação nessas margens. Já durante a inundação, a cartilha recomenda ao morador abandonar a residência antes que a rota de fuga esteja bloqueada, separar os documentos importantes e embalá-los em sacos plásticos e evitar caminhar em ruas alagadas.
Após a inundação é aconselhado não retornar a residência até que técnicos da Defesa Civil e Bombeiros façam a inspeção de segurança; observar trincas e rachaduras nas paredes e certificar-se de que não há fios desencapados antes de ligar a eletricidade. Durante o lançamento, os responsáveis pela operação vão apresentar à imprensa os detalhes do planejamento e execução das ações preventivas durante o período chuvoso.
Levantamento produzido pelo Departamento de Minimização de Desastres, Ameaças e Riscos aponta que, em Goiás, existem 204 Pontos de Riscos relacionados com o período chuvoso. Goiânia lidera o ranking com 58 pontos, seguida por Anápolis que tem 29. Esses pontos são locais que oferecem riscos as pessoas quando por ali passam durante as chuvas, seja à pé ou em veículos.
Na capital, mais de 500 residências estão em áreas sujeitas a alagamentos. Goiás tem hoje 287 áreas de riscos, que incluem os riscos de deslizamentos, alagamentos, enxurradas e erosões, em 58 municípios com 3764 residências que podem ser atingidas. Além de Goiânia e Anápolis, Aparecida de Goiânia e Ceres também são cidades onde os riscos são altos e que precisam de uma atenção maior da Defesa Civil.
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