Diretrizes para prevenção da influenza H1N1 no CBMGO

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  • Realizar as manifestações de respeito e apreço aos seus superiores, pares e subordinados somente pela continência, evitando cumprimentos com as mãos para diminuir o contato interpessoal, de modo a reduzir a propagação do vírus, já que o mesmo se dissemina até mesmo antes do início dos sintomas;
  • Lavar as mãos com água e sabão várias vezes ao dia, devido a possível contaminação das mãos por objetos utilizados no dia a dia ou no contato interpessoal;
  • Evitar levar as mãos aos olhos, à boca ou ao nariz pois são as portas de entrada do vírus na aquisição da doença por contato;
  • Sempre que possível, ter um frasco com álcool-gel para garantir que as mãos sempre estejam descontaminadas;
  • Não compartilhar utensílios de uso pessoal, como toalhas, copos, talheres e travesseiros;
  • Caso durante o trabalho, um militar iniciar sintomas de febre, dor de garganta, dor no corpo, produção de secreção nasal, obstrução nasal e espirros, utilizar máscara cirúgica para não liberar gotículas infectadas para o ar. Sempre cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir e procurar o Comando de Saúde;
  • Manter os locais de trabalho e repouso com janelas e portas abertas para circulação de ar e evitar o uso de ar condicionado, pois o vírus transmite mais fácil em locais fechados, com muitas pessoas e quando o revestimento da via respiratória está com função reduzida devido ao ambiente muito frio e seco (gerado pelo ar condicionado);
  • Realizar vacinação para a gripe H1N1 com a vacina trivalente (rede pública) ou tetravalente (rede particular). Ela é capaz de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus influenza reduzindo o risco de formas graves da doença, produzindo anticorpos em níveis protetores entre duas a três semanas após a vacinação ;
  • Devido ao período de transmissibilidade qualquer militar com febre e sintomas gripais deve ficar afastado do trabalho até que fique afebril por mais de 24 horas, já que após esse período, apesar de apresentar vírus nas secreções respiratórias a quantidade é reduzida e as medidas de higiene, uso de máscaras e lavagem das mãos podem prevenir transmissão para a comunidade (a transmissão ocorre 1 dia antes dos sintomas até 7 dias após).
  • Em serviço operacional usar os Equipamentos de Proteção Individual e as precauções padrão nos protocolos do CBMGO, com a seguinte resalva: usar máscara PFF2 no caso de aspirar a vítima com suspeita de influenza, já que em atendimentos gerais a máscara cirúrgica é suficiente para conferir proteção;

Fonte: Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços. Guia de Vigilância em Saúde : [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Coordenação Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços. – 1. ed. atual. – Brasília : Ministério da Saúde, 2016. 773 p.

Redação e adaptação das informações científicas para uso no CBMGO do Major José Laerte Rodrigues da Silva Júnior, CRMGO 8292, Médico Pneumologista.