Em 4 de fevereiro a profissão Bombeiro Militar deixou de ser exclusividade dos homens em Goiás, nesta data foram incluídas as primeiras 50 mulheres na corporação.

Como na maioria dos Estados, a Corporação de Bombeiros de Goiás surgiu em decorrência dos incêndios que ocorreram na Capital, mais especificamente em incêndio ocorrido no salão de festas do Palácio do Governo. Por isso, em 5 de novembro de 1957 foram designados 11 policiais militares para frequentarem no Estado de Minas Gerais o Curso de Bombeiros, que teve a duração de 8 meses.

Posteriormente, em 17 de dezembro de 1958 foi editada a Lei n. 2.400, que criava uma Companhia de Bombeiros na Capital, dentro da estrutura da Polícia Militar do Estado de Goiás, com sede em edificação na Avenida Anhanguera, próximo ao Lago das Rosas. Em 1963, mudou-se para a Rua 66, 253, no Setor Central. Naquela época, o seu trem de socorro era composto de apenas um Auto Bomba Tanque – ABT, tipo Thames 2000, e uma viatura Pirsch – Auto-Pó Químico, ambos doados pelo Governador Carlos Lacerda, então Governador do Rio Janeiro.

A Lei n. 5.542, de 10 de novembro de 1964, situou a Companhia de Bombeiros no 1º Batalhão da Polícia Militar (denominado Batalhão Anhanguera), localizado então no Comando Geral da PMGO. Pela Lei n. 6.814, de 14 de novembro de 1967, o Corpo de Bombeiros é assim denominado pela primeira vez em Goiás, além de receber a estrutura de Batalhão. Com base na Lei n. 8.125, de 18 de dezembro de 1976, combinado com o Decreto n. 1936, de 27 de agosto de 1981, baixou-se a Portaria n. 04/81-PM/3, criando no Corpo de Bombeiros os seguintes Órgãos:

– Comando do Corpo de Bombeiros – CCB;

– 1º Grupamento de Incêndio – 1º GI;

– 1ª Seção de Combate a Incêndio – 1ª SCI, com sede no Aeroporto Santa Genoveva;

– 2ª Seção de Combate a Incêndio – 2ª SCI, com sede no Setor Campinas;

– 3ª Seção de Combate a incêndio – 3ª SCI, com sede na Cidade de Anápolis;

– 4ª Seção de Combate a Incêndio – 4ª SCI, na cidade de Itumbiara.

Em 1985 foi criada Seção Contra Incêndio na Cidade de Rio Verde.

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A Separação do CBMGO da Polícia Militar

Durante o período em que o Corpo de Bombeiros foi parte da Polícia Militar, poucas informações foram guardadas, sendo que o Corpo de Bombeiros sempre foi utilizado nas operações de vulto da Polícia Militar, inclusive fazendo policiamento ostensivo a pé nos principais pontos da Capital.

Então, pela ação dos bombeiros, foi conseguido que a Constituição Estadual, promulgada em 5 de outubro de 1989, criasse o Corpo de Bombeiros Militar como um dos órgãos componentes da Segurança Pública Estadual.

Assim o Corpo de Bombeiros Militar passou a constituir-se numa Corporação independente e autônoma, com as seguintes missões constitucionais:

I – a execução de atividades de defesa civil;

II – a prevenção e o combate a incêndios e a situações de pânico, assim como ações de busca e salvamento de pessoas e bens;

III – o desenvolvimento de atividades educativas relacionadas com a defesa civil e a prevenção de incêndio e pânico; e

IV – a análise de projetos e inspeção de instalações preventivas de proteção contra incêndio e pânico nas edificações, para fins de funcionamento.

Em 1º de janeiro de 1990, o Governador do Estado nomeou o 1º Comandante Geral da Corporação, o Coronel PM Pedro Francisco da Silva, determinando-lhe empreender esforços para a estruturação do Corpo de Bombeiros. Assim, foi criada e implementada um novo órgão, denominada Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás, com orçamento próprio, partindo-se a seguir para a elaboração da legislação, com o encaminhamento de projetos de leis e decretos, iniciando-se o processo de criação e implantação das unidades operacionais na Capital e interior do Estado.

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Colaboradores da Evolução Histórica do CBMGO

– Coronel QOBM Pedro Francisco da Silva: o primeiro Comandante Geral exerceu a função de 1º janeiro de 1990 a 14 de março de 1991, tendo recebido da Polícia Militar o efetivo, as viaturas e equipamentos para iniciar a estruturação do CBMGO. Dentre suas realizações destacamos a efetivação da separação, bem como a criação de estrutura básica para garantir a manutenção das atividades e o início da expansão do CBMGO, com a criação de leis básicas para criar o ordenamento jurídico do Corpo de Bombeiros. Outro ponto de destaque foi a instalação do Quartel do Comando Geral, que teve como base a antiga Rodoviária de Goiânia, no Lago das Rosas.

– Coronel QOBM João de Oliveira Godinho: comandou de 15 de março de 1991 a 31 de dezembro de 1994. Durante o seu comando iniciaram-se os avanços estruturais da Corporação, sendo incluídas as primeiras turmas de novos bombeiros, sendo que naquela época o ingresso na corporação podia ser feito de através dos concursos de admissão para o Curso de Formação de Oficiais (Combatentes), e também para Médicos, Dentistas, Sargentos, Cabos e Soldados músicos e combatentes. Dentre outras realizações, citamos:
– ampliação física das instalações do Comando Geral;
– construção do complexo esportivo e primeira piscina da Corporação;
– formação da primeira turma de Oficiais;
– aquisição da Auto Plataforma Aérea – APA, fabricada pela empresa Bronto Skylift; e
– ativação da unidade em Jataí.

– Coronel QOBM Anthony Jefferson Soares Frazão: exerceu o comando no período de 1º de janeiro de 1995 a 16 de abril de 1997, sendo um dos oficiais que se empenhou na separação da Corporação, tendo tido participação ativa no acidente com o elemento césio-137, no ano de 1987. Durante seu comando, pouco pode realizar devido à contenção de custos, mas mesmo assim Implantou a unidade de Caldas Novas e elevou à categoria da OBM o quartel de Jataí.

– Coronel QOBM Valdi Marques de Sousa: comandou de 17 de abril de 1997 a 31 de dezembro de 2002, e depois de 6 de janeiro de 2003 a 8 de agosto  de 2003, sendo que em seu comando houve inúmeras realizações, dentre elas:
– criação e ativação do 5º SGI, na cidade de Catalão, em 1999;
– ativação do 6º SGI, na cidade de Luziânia, em 1999;
– ativação do 7º SGI, na cidade de Mineiros, em fevereiro de 1999;
– criação e ativação do Centro Técnico de Ensino, para formação, aperfeiçoamento e especialização de Oficiais e Praças, Em junho de 1999;
– criação e ativação do 8º SGI, na cidade de Goiás, em março de 2000;
– criação e ativação do 9º SGI, na cidade de Senador Canedo, em abril de 2000;
– escolha da cidade de Minaçu para sediar o 10º Subgrupamento de Incêndio, em março de 2000;
– realização de concurso público para inclusão de 400 novos bombeiros;
– criação do 2º SGI, na cidade de Aparecida de Goiânia, em março de 2000;
– criação do 11º SGI, na cidade de Pirenópolis, em maio de 2000;
– Em 4 de fevereiro de 2000 a profissão Bombeiro Militar deixou de ser exclusividade dos homens em Goiás, nesta data foram incluídas as primeiras 50 mulheres na corporação.
– criação do 12º, 13º, 14º e 15º SGI, respectivamente nas cidades de Santa Helena de Goiás, Goianésia, Porangatu e Trindade, em 2001;
– em decorrência da Lei n.14.383, de 31 de dezembro de 2002, o Centro Técnico de Ensino passou a ser denominado Gerência de Ensino Bombeiro Militar;
– criação e implantação do 16º SGI, na cidade de Formosa, em dezembro de 2003.

A partir de 4 de Fevereiro de 2000, o Comando Geral do CBMGO se transferiu para a sede da Secretaria da Segurança Pública, situada na Avenida Anhanguera, 7364. Setor Aeroviário, e o antigo Comando Geral da Corporação se transformou no Quartel Lago das Rosas, abrigando no complexo a Diretoria de Saúde, Gerência de Apoio Logístico, Grupo de Resgate Pré-hospitalar e Centro de Operações de Bombeiros.

– Coronel QOBM Nilton Arão Gomes: comandou de 1º a 5 de janeiro de 2003, transmitindo novamente o cargo ao Coronel Valdi.

– Coronel QOC Uilson Alcântara Manzan: esteve no comando de 9 de agosto de 2003 a 1º de janeiro de 2011, e durante todo o  período obteve êxito na expansão do CBMGO, fazendo com que a Corporação atingisse padrão de eficiência e modernização, tornando-a referência para outras corporações nacionais. Dentre suas realizações se destacam:

– criação e implantação do 17º SGI, na cidade de Jaraguá, em junho de 2004;
– criação e implantação do 6º SGI, no Parque Ecológico, em janeiro de 2005;
– em março de 2005 se iniciam os procedimentos para criação de quartel em Palmeiras de Goiás, sendo aprovada em 15 de julho de 2005 a Lei n. 15.254, que cria unidade operacional na cidade;
– em julho de 2005, o 1º SGI, situado na cidade de Itumbiara, foi transformado no 6º GI, ficando o Quartel do Parque Amazonas, então Companhia de Incêndio do 1º GI, com a denominação de 1º SGI;
– a Portaria n. 443-SSPJ, de 29 de setembro de 2005, cria a unidade operacional na cidade de Niquelândia;
– através da Lei n. 15.658 de 17 de maio de 2005, os Grupamentos e Subgrupamentos de Incêndio passam a denominar-se Grupamentos e Subgrupamentos de Bombeiros, e o quartel do Grupamento de Resgate Pré-hospitalar – GRPH foi renomeado para Grupamento de Salvamento em Emergência – GSE;
– a Lei n. 15.709, de 28 de junho de 2006, cria o 20º Subgrupamento de Bombeiros na cidade de Inhumas;
– pelas Portarias n. 175, 176 e 177/2006 – Gabinete do Comando são criados os Subgrupamentos de Bombeiros de Luziânia nas cidades de Cristalina, Posse e Planaltina;
– criadas as unidades de Morrinhos e Pires do Rio; e
– realização do concurso público em 2010, com a inclusão de 400 praças e 50 oficiais.

– Cel QOC Carlos Helbingen Júnior: assumiu o comando em 3 de janeiro de 2011, logo em seguida deu ao CBMGO nova dinâmica na forma de condução da Corporação. Dentre suas realizações, citamos:

– implantação do Planejamento Estratégico;
– ativação de unidade de Itaberaí;
– ativação de unidade de São Luís de Montes Belos;
– ativação de unidade de Iporá;
– ativação de unidade de Quirinópolis;
– ativação de unidade de Goiatuba;
– ativação de unidade de Águas Lindas;
– ativação de unidade de São Miguel do Araguaia;
– ativação de unidade em Ceres;
– ativação da unidade de Aruanã;
– ativação da unidade de Ipameri;
– criação do Núcleo Integrado de Atenção Biopsicossocial – NIAB;
– criação do 3º, 4º e do 5º Comandos Regionais Bombeiro Militar;
– criação da Assessoria de Gestão Estratégica;
– criação da Seção de Inativos e Pensionistas;
– criação do Serviço de Investigação e Perícia de Incêndio;
– exercício temporário da presidência do Conselho Nacional de Comandantes Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares – CNCG;
– mandato de presidente do Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil – LIGABOM;
– realização em Goiás de Seminários Nacionais de Bombeiros em 2014, 2015 e previsão para 2017; e
– criação do Fundo Especial de Reaparelhamento e Modernização do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás – FUNEBOM, por meio da Lei n. 17.480, de 8 de dezembro de 2011, que visa a aquisição de equipamentos e viaturas para a melhoria das condições de trabalho dos bombeiros goianos.

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Baixe aqui o manual da História da Corporação (revisão 2016).